segunda-feira, 20 de julho de 2009

As jabuticabas

“No sítio de dona Benta havia vários pés, mas bastava um para que todos se regalassem até enjoar. Justamente naquela semana as jabuticabas tinham chegado “ao ponto” e a menina não fazia outra coisa senão chupar jabuticabas. Volta e meia trepava à árvore, que nem uma macaquinha. Escolhia as mais bonitas, punha-as entre os dentes e tloc! E depois do tloc, uma engolidinha do caldo e pluf! – caroço fora. E tloc, pluf – tloc, pluf, lá passava o dia inteiro na árvore.

As jabuticabas tinham outros fregueses além da menina. Um dêles era um leitão muito guloso, que recebera o nome de Rabicó. Assim que via Narizinho trepar à árvore, Rabicó vinha correndo postar-se embaixo à espera dos caroços. Certa vez que soava lá em cima um tloc! seguido de um pluf! ouvia-se cá embaixo um nhoc! do leitão abocanhando qualquer coisa. E a música da jabuticabeira era assim: tloc! pluf! nhoc! – tloc! pluf! nhoc! …”

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Trecho de Reinações de Narizinho, editora brasiliense.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Um novo amor

Encerrou em seu coração
Um sentimento muito secreto
Lá guardou, e ficou esquecido.

Quem conseguirá descobrir
O que está mantido selado.
Por que está em segredo?

Certo dia cedeu a sedução
Sem saber o que aconteceu
Como que por encantamento
O segredo foi despertado.

Fez aflorar lá de dentro
O amor retido no peito,
O amor que foi magoado.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pobre coração

Você nasceu para ser
Dona do meu coração.
Não sei como ele aguenta
Viver nessa loucura.
Como você consegue
Ter o domínio dele?

O meu coração,
Não o conheço mais
Não me obedece e
Vive a fazer loucuras.

Estou conformado
Desisti de lutar tanto
Ele está entregue aos
Seus encantos por que
Ele está aprisionado
Cumprindo sentença.

A sentença de
Te amar demais...

sábado, 11 de julho de 2009

Dia de luta

Os cacos e os retalhos da vida
Um pedaço foi retirado no
Espaço de tempo, um fragmento...

Tempo é o que quero ter,
Tenho vontade de viver
E tenho paixão pela vida.

A dor
“Dia de luta”
O luto.

Cessa o fôlego
Cessação da vida
Outro fragmento de vida...

No “despontar da lua”,
Uma decisão a tomar
Um órgão a pessoa
Desconhecida
Doar.

Jaciara doou
E imortalizou
Em minha vida.

Entre o choro e a alegria,
Uma vida perpetuou
Em minha sobrevida.

Obrigado!
Deus te abençoe.

Saiu o sol

O caminho das pedras
Coberto de folhas e
Pétalas rosadas das
Amoreiras silvestres.

O frio de inverno
Soprava muito
Uma surpresa
Eis uma amora
Parece tão frágil.

Uma árvore linda
Onde as aves nos
Apresentam lindos
Cânticos.

Coloca o fruto na
Palma da mão.
O fruto do sentimento
Mais bonito.

O espelho

O espelho

Reflete
Lado a lado
Os corpos.

Desvia
A direção
Dos corpos.

Encontra
Os corpos
Que
Decorreu de
Uma causa
Anterior,
O amor.

Pensam
Meditam
Observam
Estabelecem
As posições
Dos corpos
Inertes.

Depois
Do amor
Afável
Amor
Amorável.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Minhas emoções

Minhas ansiedades
Minhas alegrias
O frio na barriga
A solidão.

A saudade em minha alma
A dor em meu peito
Meus medos.

Desencontrar totalmente
E o nosso amor sumir
No limiar do dia vazio.

E a noite ser esquecido
E a vida passar sem ver
Mais o seu rosto.

Momentos difíceis,
Quem se importa
O que é certo.

Quando as pessoas
Estão erradas,
É pura encenação!

Enchi-me de coragem
Romper as normas
E amar.